Vereadora deve estar com saudade do contrato do lixo, que era 80% mais caro no governo do marido

Há 9 anos atrás, quando o prefeito de Quissamã era Armando Carneiro, o contrato do lixo custava, anualmente, R$ 11.214.415,67. O ano era 2011, quando a cidade jorrava royalties pelo ladrão e ainda se dava ao luxo de comprar Moendas que jamais foram entregues (mas isso é assunto para outra matéria). O fato é que, hoje, coincidência ou não, no governo de Fátima Pacheco a empresa que realiza a coleta é a mesma que prestava serviço no tempo de Armando. Até aí tudo bem, afinal, o processo licitatório é aberto e ganha quem tem melhor preço e condição técnica. No entanto, um detalhe cham a atenção: hoje, com a cidade mais populosa (segundo o IBGE a cidade passou de 20.242 para 24700, um aumento de 22,2%), o contrato do lixo sofreu uma redução de mais de R$ 1 milhão.


No entanto, mesmo com a economia aos cofres públicos, a vereadora ex-primeira dama Alexandra Moreira (PSC) vive atacando o contrato. O motivo, acreditam todos, é porque ela é oposição e o papel do opositor é esse mesmo. No entanto, essa semana, o blogueiro político Paulo Vitor Arquejada trouxe à tona uma questão matemática interessante. Aplicando o Índice de Preços ao ao Consumidor Amplo (IPCA), métrica usada pelo Banco Central para calcular a inflação e desvalorização da moeda corrente, o contrato pago pelo marido de Alexandra em 2011, na verdade, em valores atualizados é 18.709.041,32 (Dezoito milhões, setecentos e nove mil, quarenta e um reais e trinta e dois centavos). Ou seja, na letra fria da matemática, o lixo nos tempos de Armando era R$ 81,2% mais caro. Ou seja, caiu de R$ 18.709.041,32 para apenas R$ 10.325.686,86 com Fátima.


Agora, talvez se entenda tamanha revolta de Alexandra pelo valor pago pela coleta de lixo. Se formos levar em conta o valor do contrato pela média populacional (quanto a cidade paga pela coleta de cada habitante) veremos que Armando pagava uma média de R$ 900 (isso mesmo, 900 reais!) anualmente por cada habitante para a coleta de lixo, enquanto Fátima paga, pelo mesmo serviço, na mesma empresa, R$ 418. Ou seja, se aplicarmos a média populacional, o preço pago pelo lixo hoje é menos da metade do que Armando pagava. Alexandra tá certa em estar com a macaca com isso. Vai que alguém queira investigar porque o lixo com seu marido era tão mais cara....





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© 2023 por André Luiz Cabral