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Hipocrisia: vereadores engoliram camelo, mas engasgaram com mosquito. Entenda.


Contradição, erro ou desonestidade intelectual? Em 2014, o Tribunal de Contas recomendou a Reprovação das Contas do ex-prefeito Riverton, relativas ao ano fiscal de 2012, por ter cometido diversos crimes, entre eles, fraudes em licitações para a compra de merenda. Porém, seguindo relatório do vereador Maxwell Vaz, presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, o plenário da mesma atropelou o parecer técnico do TCE e aprovou as contas de Riverton. Apenas três vereadores votaram pela reprovação das contas: Marcel Silvano (PT); Julinho do Aeroporto (PMDB) e Renata Paes (Proes).

Na época, a gravidade das irregularidades de Riverton eram tão gritantes que, baseado nisso, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) indeferiu a sua candidatura a deputado estadual e o enquadrou na Lei de Ficha Limpa. Como base para sua decisão, a Justiça Eleitoral usou justamente o parecer do Tribunal de Contas. O mesmo parecer que o vereador Maxwell (que foi secretário de Meio Ambiente de Riverton) e seus pares (que também ocuparam cargos na antiga gestão) resolveram ignorar para "passar a mão" na cabeça do ex-patrão ficha suja.

Pois bem, dois anos depois, o mesmo Tribunal de Contas envia um novo parecer à Câmara, desta vez recomendando a APROVAÇÃO das contas do atual prefeito Dr. Aluízio. Embora apresente ressalvas em relação às contas do atual prefeito, o Tribunal reconheceu que nas mesmas não houve dolo ou mau-versação dos recursos públicos (ao contrário do que houve no caso de Riverton). Porém, mais uma vez, Maxwell e seus colegas da bancada de oposição resolveram votar contra o parecer do Tribunal de Contas, pedindo a reprovação das Contas de Dr. Aluízio. Ou seja, quando o Tribunal pede a reprovação, Maxwell aprova, quando recomenda a aprovação, ele reprova. Há, neste caso, pelo menos dois pesos e duas medidas.

Agora, vamos relembrar porque a atual bancada da oposição "engole um camelo" quando o caso é Riverton e "engasga com um mosquito", quando o julgado é Dr. Aluízio. O fato de a maioria ter sido secretário (ou indicado os mesmos) na antiga gestão está diretamente ligada a isso.

Em tempo: as contas do prefeito foram aprovadas, com apenas quatro votos contrários: Amaro Luiz, Chico Machado, Igor Sardinha e Maxwell Vaz.

#Política #Macaé #DrAluízio #IgorSardinha #MaxwellVaz #AmaroLuiz

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© 2023 por André Luiz Cabral