Oposição sente na pele a falta de seus melhores quadros na Câmara

August 15, 2019

Quem olha o verdadeiro Febeapá (pegando emprestado o termo criado pelo brilhante jornalista Sérgio Porto) que se transformou o parlamento local, dá saudade de um tempo em que oposição, em Macaé, se fazia de modo pragmático, objetivo e, sobretudo, eficiente. Exemplo disso foi o ex-vereador e ex-vice prefeito Danilo Funke que enfrentou, sozinho, todo o aparato do governo Riverton Mussi como único vereador de oposição. Sem gritaria, soco na mesa ou acusações vazias conseguiu sobreviver não apenas ao Butatã legislativo, como ganhou estatura para se tornar o vice na chapa vitoriosa de Dr. Aluízio em 2012 e ainda eleger um dos seus mais inexpressivos assessores, Marcel Silvano, como vereador. 

 

Outro que se sobressaiu foi Igor Sardinha. No auge da popularidade de Dr. Aluízio, no início do governo em 2013 (quando o Dr. ainda carregava mudanças e caixa d'água nas comunidades) foi o primeiro a se autodeclarar oposição. Liderou sozinho uma bancada  composta de um "um homem só". Com a retórica de um bom advogado, baseava suas críticas no rigor técnico e dava um nó em muitos de seus colegas de bancada por conhecer a Lei Orgânica, a Constituição Nacional e o Regimento Interno da Câmara de cor. Não à toa que, mesmo na oposição, sempre teve destaque na mesa diretora da Câmara e era respeitado por todos. Seu único erro foi tentar um vôo alto demais e sair da Câmara para enfrentar um Aluízio ainda no auge. Se continuasse no Legislativo, além de colocar todo mundo no bolso, seria uma das melhores opções da oposição para 2020.

 

Para 2020, talvez Igor e Danilo voltem à cena no Legislativo ou Executivo. Embora ambos sejam ativistas de esquerda (numa época em que ser esquerda é levar pedrada na cara), a política macaense teria muito a ganhar com a volta de quadros qualificados tanto para o Legislativo quanto para o executivo. Como diria o amigo Daniel Galvão: a conferir! 

 

 

 

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