MP acusa políticos de falsificarem documento para realizar viagem de luxo

August 3, 2019

 

Mentira, uso do dinheiro público para viajar regiões paradisíacas, falsificação de documentos. Parece até um roteiro de novela de Dias Gomes, mas tudo aconteceu de verdade, no pacato município de Quissamã, durante o mandato do então prefeito Armando Carneiro. Sua esposa, Alexandra Moreira, na época secretária de Saúde, não estava nem aí para a Súmula 13 do STF, muito menos para possíveis revezes na Justiça. Na época a moça, hoje defensora da moral e dos bons costumes na política, não teve nenhum pudor de dar uma "esticadinha" de três dias junto com o maridão prefeito por San Andrés, no Caribe Colombiano e pela magnífica cidade de Cartagena. Tudo, claro, pago com dinheiro público dos humildes contribuintes de Quissamã. Algo digno do casal Odorico Paraguaçu e Doroteia Cajazeira. 

 

Os fatos estão narrados na peça acusatória do MP que conseguiu a condenação do casal em primeira instância ao ressarcimento do dinheiro gasto aos cofres públicos, porém não conseguiu tudo o que queria. Para o MP, para que a justiça seja feita, seria necessário a indisponibilidade de bens do casal, mais a perda do mandato eletivo da vereadora. Para se livrar de uma pena maior, Alexandre chegou a depositar, em juízo o valor gasto com as passagens aéreas, numa clara confissão de culpa e sua defesa prosperou. O casal pagou cerca de R$ 10 mil de multa e ficou por isso mesmo. Alexandra continua vereadora e Armando continua dispondo de seus muitos bens.

 

FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTOS — Na peça apresentada pelo PM há ainda outro crime narrado de ainda maior gravidade que a viagem em si. Segundo os promotores públicos autores da denúncia, para beneficiar a mulher com o pagamento de diárias houve falsificação do bilhete aéreo, uma infração penal gravíssima, com o único propósito de beneficiar Alexandra, como você pode ver no documento abaixo. 

 

 

VEJA A INTEGRA DA DENUNCIA NESTE LINK

Please reload

Destaques do Blog
Please reload

Visto em

© 2023 por André Luiz Cabral