Anarquinópolis, capítulo 5: Jonny Bravo

April 7, 2017

Bom dia, macacada. Hoje temos mais um capítulo de nossa malfadada e gordurosa novela. E, este capítulo é especial, terá até uma abertura especial, em homenagem ao nosso vice-príncipe. 

 

 

Era um dia normal em Anarquinópolis. Normal era o C%#%$%. As coisas estavam estranhas, muito estranhas mesmo.

 

Nosso amado Príncipe Dr. Bonitinho estava despachando em seu gabinete, ou no ministério da saúde, ou no hospital, ou no barracão... Quer saber, onde o príncipe despacha é só um detalhe. O fato é que ele foi abruptamente interrompido pelo seu vice, Jonny Bravo que adentrou o gabinete com um olho roxo.

 

— Que aconteceu, mané, indagou o príncipe

— Levei na cara, chefe

— O que foi, aquela moça do UFC exagerou na dose e te bateu?

— Nada, foi mais um marido revoltado

— Você vai acabar me complicando com esse excesso de testosterona, se segura. Você sabe que meu outro vice não cantava ninguém, pelo menos não sóbrio...

 

 

Passado o estresse pessoal, eis que entra em seu gabinete itinerante mais um de seus assessores. 

 

— Chefe, deu ruim lá no MP. Mandaram a gente devolver dinheiro, assinaram o ponto sem comparecer, disse o assessor

— E não era você que devia ver estas coisas e não deixar a contecer?, indagou o príncipe, preocupado

— Desculpa, Chefe, Vi isso com meu olho direito. E você sabe que só enxergo com o esquerdo

— Se continuar assim, vai acabar voltando a ser só motorista, advertiu o príncipe

 

 

Estressado, Dr. Bonitinho resolveu assistir seu programa preferido, o TV Parlamento, que mostrava a reunião de nossos ilustres parlamentares.

 

Logo no primeiro discurso, ele viu seu próprio líder de governo, Juquinho do Aerofólio bater em seu governo, dizendo que o ministro da Educação, Pluto Gracinha estava fazendo na educação pública o mesmo que fazia na privada.

 

— Já deu pra mim — disse Dr. Bonitinho, ao subir em sua bicicleta e sumir por dois dias. Dizem as más línguas que este é o tempo que ele demorou para percorrer os 800 km de ciclofaixas espalhadas pela cidade. Vermelhas, em homenagem ao saldo bancário dos comerciantes locais...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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