Petrobras não vai embora de Macaé. Pelo menos por enquanto...

April 27, 2016

 

 

Apesar dos anúncios escatológicos propagados no Facebook nos últimos dias, a Petrobras não está deixando Macaé. Acontece que nosso minúsculo porto de Imbetiba, construído na década de 80 já não comporta mais a atividade logística da Petrobras o que, segundo a empresa, provoca uma espera de até 12 horas (isso mesmo, meio dia) para um navio atracar. E, como tempo é dinheiro, essa demora, segundo fontes da empresa, já gerou um prejuízo de R$ 1,5 bilhão nos últimos anos. (Leia mais detalhes nesta matéria publicada pelo jornal O Globo aqui).

 

Trocando em miúdos, o Porto de Imbetiba era fantástico na década de 1980. Hoje não é mais. E, nenhuma empresa mantém suas atividades portuárias em uma cidade apenas por que ela se auto-intitula "Capital Nacional do Petróleo". E, com a possibilidade de aumento da produção com o pré-Sal e com o investimento bilionário da multinacional Shell, é natural que a empresa e seus parceiros busquem um porto mais viável. E, meste caso, por questões óbvias, o Porto do Açu desponta como a melhor opção. Não adianta chorar, São João da Barra já pode brigar com Macaé pelo título de Capital do Petróleo.

 

Mas isso, não significa, no entanto, que a Petrobras está deixando Macaé. A transferência da maior parte de suas transações portuárias para o Açu não significa que atividades operacionais, administrativas e de apoio on-shore serão esvaziadas na cidade, jogando no lixo bilhões de investimentos e 30 anos de experiência que fizeram Macaé ter um Know-how único no país. Vão-se os anéis, ficam os dedos. Macaé não perderá a festa, mas terá que dividir o bolo.

 

Naturalmente, que o esvaziamento de parte das atividades vai gerar queda nos empregos e também na arrecadação de ICMS. No entanto, os royalties não sofrerão grande alteração, uma vez que para a divisão o critério adotado é a geografia, não a quantidade de operações sediadas. Resta ao município fazer, a partir de agora, o que não fez durante todo este tempo de fartura: usar estes recursos para gerar uma nova vocação econômica para romper o ciclo de dependência do Petróleo.

 

EM TEMPO: Macaé já poderia ter o seu porto. Mas, entre os milhares de empregos e duas toninhas encontradas no Barreto, os ativistas do "Xô Porto", preferiram as toninhas... 

 

 

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