Anarquinópolis 3 - Capítulo XXX da Xuxa

September 14, 2015

 

Em nosso último capítulo, você deve ter lido que eu escrevi uma poesia bastante escrota. Pois bem, veja o que aconteceu em seguida...
Eram tempos de crise em Anrquinópolis, a coisa estava tão séria, mas tão séria que acabou gerando uma faísca entre o príncipe Dr. Bonitinho e o Parlamento. Bonitinho, como prova de autruísmo, resolveu cortar o seu próprio salário, o problema é que, além de cortar o seu dinheiro, ele resolveu sugerir ao parlamento que fizesse o mesmo, aí o caldo entornou.
Pastel Fulano, um dos parlamentares mais moralistas e desapegados da cidade, resolveu protestar contra a atitude de Dr. Bonitnho.
— Pode até faltar merenda na cidade, ou as ruas ficarem enlameadas. Mas, daí, a mexer no meu salário já é covardia — reclamou o parlamentar enquanto mostrava sua habilidade no crochê, confeccionando um belíssimo pé de meia.
Irritado com o discurso inflamado do colega, o veterano parlamentar Tonico Mineral resolveu defender o seu parceiro Dr. Bonitinho, pedindo licença para interromper o discurso. 
— Licença? Licença é comigo! Você quer pagar quanto? — Intrometeu-se o  sub-líder oposicionista Maquiavel Taz.
— Calma, Maquiavel, não vamos comprometer a pureza de nosso bloco de oposição, com assuntos do passado — apaziguou, Isso é Tainha, líder dos oposicionistas.
— É bom você não falar no passado, senão vão lembrar daquele seu terreninho que você vendeu por 4 milhões de moedas de ouro no governo do príncipe Filomeno — Retrucou Maquiavel, que não estava em seus melhores dias.
— Pessoal, pessoal, o discurso é meu! Vocês vão parar de me interromper ou vai ficar difícil — continuou Pastel.
Irritado, outro oposicionista, o parlamentar “Mamaro Ruiz” que não tinha nada a ver com a história resolveu entrar de sola na discussão. 
— E, quem é você para nos advertir, Pastel. Você até ano passado era bajulador do Dr. Bonitnho. Foi só eu irmão ser demitido do governo para você querer meter o pau. Oposicionistas de verdade são apenas eu, Isso é Tainha e Maquiavel — gritou Mamaro.
— Êpa, peraí. Também estou chegando para engrossar este bloco da oposição — prontificou-se Mico Danado, líder da ala dos milionários no parlamento.
— Seja bem vindo, Mico. Você já é de casa. Sei que tem grana poder para derrotar este doutor — respondeu, Mamaro, com grande empolgação.
Sem paciência, Pastel Fulano resolveu tomar a palavra e incitou todos os seus 800 assessores de imprensa para vaiarem os demais parlamentares e fazere ruído nas redes sociais.
—Vocês não deixaram eu falar, me acusaram, agora eu vou abrir o bico e expor o podre de todo mundo — ameaçou Pastel... Porém, o tempo de seu discurso acabou e o presidente do Parlamento, em nome de Deus, encerrou a sessão.  

 

 

AVISO: “Arnaquinópolis 2 — A sucessão” é uma novela, portanto, uma obra de ficção. Qualquer semelhança com fatos ou personagens da “vida real” não passará de mera coincidência.

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