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Moeda Social: quem ganha e quem perde com o projeto em Macaé

No mesmo ano em que a Mumbuca, moeda social do município de Maricá completou 10 anos, Macaé finalmente resolveu implementar um programa de transferência de renda como política de governo. A cidade, que acumula um déficit social agravado por quatro décadas de exploração de petróleo (e consequente desigualdade social aparente nos seus bolsões de pobreza) há muito carecia de uma política social de transferência de riqueza. Mas afinal, o que Macaé tem a aprender com Maricá e o que de fato a cidade pode ganhar com a implementação de uma moeda social.


Antes é preciso esclarecer para o público em geral o que é uma moeda social. Para ser o mais Pedagógico possível precisamos comparar a moeda social com um circuito fechado de TV. Imagina que nosso sistema monetário seja um grande canal de TV, como a Globo, que emite imagens para o mundo todo. A moeda social é como aquelas câmeras de supermercado em que as imagens ficam retidas naquele espaço geográfico.


O objetivo de uma moeda é justamente esse. Limitar o raio de uso do dinheiro a ser "distribuído" pelo governo aos assistidos. Em Maricá, por exemplo, quem recebe a moeda social Mumbuca só pode gasta-lá em Maricá. Não adianta tentar gastar Mumbucas no Plaza Shopping em Niterói ou nos quiosques de Saquema. A moeda só pode ser gasta para o seu fim social: atender as necessidades básicas da população e só tem validade em Maricá. Assim o dinheiro sai da Prefeitura e é injetado diretamente na economia local, gerando ainda mais renda e empregos dentro do município.


Em Macaé o princípio será o mesmo. Cada família atendida pelo programa só poderá gastar esse dinheiro no comércio local com itens de necessidade básica. Assim, além de combater a fome, a Prefeitura de Macaé dará um baita incentivo aos comerciantes locais que geram empregos e renda para a população.


Não há como negar o alcance, a relevância e os ganhos que esse programa trará para o município. Ao fornecer à população uma moeda em que ele terá a capacidade de comprar seus alimentos a Prefeitura de Macaé estará dando dignidade à população, movimento ao comércio e incentivo para o crescimento econômico e social.


Só critica essa iniciativa quem acha que o pobre precisa se humilhar e trocar seu voto por uma cesta básica ou mesmo aparecer como enfeite para a hipocrisia de quem posa de samaritano usando a pobreza alheia como instrumento de vaidade.


Do contrário, todos têm a ganhar!



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