ANARQUINÓPOLIS, Capítulo 1: Dr. Coronga, de vilão a herói




Para quem tá chegando agora, as crônicas de Anarquinópolis são o mais remoto e completo registro da história política desta cidade que é, orgulhosamente, a Capital Nacional da Esgotolina. Teve um loooongo reinado da “Família Pavê”, chefiada pelo poderoso velho, “Tucanossauro”, que mais tarde seria chamado de “Democratossauro” (mas isso é uma história para depois”.


Nossa crônica terminou no final do reinado do eterno príncipe Filomeno, o Boneco de Olinda (que mora para sempre em nossos corações) e teve uma profícua pausa durante o reinado do novo príncipe, Dr. Bontinho Calças Quadradas (que mais tarde seria conhecido como Dr. Coronga, mas essa também é uma história para depois). Agora, no final do mandato de Bonitinho chega a pergunta: quem será seu sucessor. E, é aqui, senhores, que nossa história recomeça…


Antes de eu continuar, é importante destacar alguns novos personagens desta história, que mostrará a guerra entre Anões, Gigantes, Ogros, Elfos, Feiticeiros e, claro, muitos políticos usados como marionetes. Afinal, Anarquinópolis, mesmo em crise ainda é a Capital da Esgotolina e o dinheiro sobre pelo ladrão (literalmente).


Comecemos a história:


Dr. Boniitinho começou o mandato com tudo. Junto com seus pupilos “Olho Isquerdo” e “Gargaléo”, ele mandava e desmandava: enquanto o Parlamento era subjulgado, até com gente mandada para as masmorras por fazer exatamente o que muitos dos ministros já faziam há anos, via amizade com empreiteiros e jogos de Bosquete (esporte oficial da cidade). Mas nenhuma hegemonia dura para sempre. E com o tempo as coisas foram azedando e, um por um dos apoiadores do príncipe foram se isolando e perdendo o poder…


No final das contas, sobrou apenas ele e uma onda de ódio que cobriu a cidade, impedindo-o até de andar de bobeira por aí. Mas aí veio um vírus mortal e, Dr. Bonitinho, que é um excelente médico (diz a lenda que faz milagres) se tornou um super herói. Em vez de ser contaminado pela moléstia, o médico acabou se tornando um mutante: o vírus fundiu-se as moléculas de Whey, tabaco e café sem açúcar de seu sangue e o transformou em um super herói. Nascia aí, o "Doutor Coronga", inimigo das doenças, salvador da pátria e herói da população.


Dr. Coronga reconquistou o amor do povo. E aí, meus amigos, o jogo virou…


Vejam cenas dos próximos capítulos..



AVISO: Isso é uma peça de ficção. Qualquer semelhança com fatos ou personagens da “vida real” será mera coincidência


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© 2023 por André Luiz Cabral