Análise: quem ganha e quem perde força com o resultado das eleições em Macaé



Considerado um grande ensaio para as eleições de 2024, o pleito deste ano revelou algumas surpresas e reviravoltas que reposicionam o tabuleiro eleitoral. Apoios, alianças e até candidaturas aparentemente inócuas mostram quem ainda tem força e se mantém relevante no jogo.


Primeiro é necessário começar com os candidatos que literalmente afundaram neste pleito. Com mandato na Casa, os deputados eleitos em 2018 Cristino Áureo e Felício Laterça (ambos do PP) eram naturais favoritos à reeleição, mas isso não aconteceu. Cristino conquistou apenas 27.300 votos. Felício foi um pouco melhor, com 39.581, mas também foi derrotado. Se analisarmos apenas os votos de Macaé, o tombo foi ainda pior: Christino, macaense, fez pífios 1.185 enquanto Felício fez 1.574.


Mas se falarmos em derrota, nenhum nome chama tanto a atenção quanto o do ex-prefeito Riverton Mussi (PDT). Ele, que ficou na segunda colocação na eleição municipal de 2020, nesta eleição passou vergonha. Além de insistir em uma candidatura fake, pois estava inelegível, Riverton fez feio também nas urnas. No geral fez apenas 10.519 votos. Em Macaé a vergonha foi ainda maior: apenas 8.083 votos. Muito distante dos 20 mil votos que sua assessoria hiperbolizava.


Agora, no lote dos ex-vereadores que "requentaram" o nome para pavimentar um caminho mais tranquilo rumo à Câmara Municipal, destacamos Robson Oliveira, que fez 11.348 votos dentro de Macaé e 14.623 no geral. Ele é um nome que não pode ser subestimado.


Agora, no grupo dos "padrinhos" políticos e suas indicações podemos destacar como grande derrotado o ex-prefeito Dr. Aluízio que apostou no deputado federal Daniel Sorans, que fez apenas 115 votos em Macaé. Isso mesmo, Centro e quinze votos! Conforme destacou o jornalista Daniel Galvão em seu blog (leia aqui), o ex-prefeito mostrou ter um "dedo podre". Aluízio, via twitter tentou também rivalizar com o prefeito Welberth Rezende, que era coordenador regional da campanha do governador reeleito Claudio Castro. No entanto, passou vergonha também já que Freixo fez 31.646 (que nem podem ser creditados na conta de Aluízo, já que teve apoio de toda esquerda macaense) e Castro, com o apoio de Welberth, fez 69.112 votos. Uma lavada!


Por falar em lavada, é preciso destacar o avanço do deputado estadual Chico Machado (SD), que praticamente dobrou sua votação em relação a 2018 em Macaé. Nesta eleição ele foi de longe o deputado estadual mais votado da cidade com 17.215 votos, 37.611 votos no total. Uma vitória que o reposiciona no jogo político. Outro que cresceu na briga foi o presidente da Câmara, Cesinha, que liderou o grupo de 12 votos que deram essa vitória maiúscula a Machado. Aliás, sem o apoio do parlamento o deputado não teria ido tão longe.


Agora, por último, não menos importante, temos que destacar o papel do prefeito Welberth Rezende nesta eleição. Embora seu estilo de fazer política tenha se refletido no secretariado (que se dividiu em um sem número de candidatos - algo a ser repensado em 2024) Welberth fez bonito ao assumir como afilhado o novato médico Dr. Flávio Antunes. Com o apoio de Welberth, o oncologista conseguiu ser o mais votado na cidade, com 16.574 votos. No geral, Flávio fez 26.623 votos, ficando em primeiro lugar na sua coligação. Só não conquistou a cadeira porque o partido não fez coeficiente eleitoral mínimo. Porém, Flávio entra no radar como um nome importante no jogo eleitoral daqui por diante.

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