Saldo de empregos em Macaé continua negativo, mesmo com novos investimentos


É fato que a Capital Nacional do Petróleo apresenta boa perspectiva de crescimento. Mesmo com o fracasso do Porto, que provou-se uma obra de ficção bem elaborada pela especulação politico-imobiliária (leia sobre isso aqui), a implantação de novas termelétricas e os investimentos na revitalização dos campos maduros da Bacia de Campos trarão novo impulso para a nossa economia que, pelo menos há três anos respira por aparelhos. A Petrobras, já anunciou investimentos na ordem de R$ 19 bilhões para a região nos próximos 10 anos e a primeira termelétrica, fruto por uma join venture das empresas Mitsubishi, Shell e Grupo Pátria já está em construção. Porém, até que estes investimentos na macroeconomia cheguem, de fato, no cidadão macaense média, isso levará tempo. Enquanto isso, a massa de desempregados, órfãos do setor de petróleo e serviços, aumenta cada vez mais.

Nos últimos doze meses, a geração de empregos em Macaé deu uma leve melhorada em relação aos anos anteriores. Porém, segundo dados do Cadastro Geral de de Empregados e Desempregados (CAGED) do Ministério do Trabalho, comprovam que o saldo de empregos na cidade continua negativo. Ou seja, em Macaé ainda demite-se mais do que se contrata mão de obra: nos últimos 12 meses foram 39.069 demissões contra apenas 38.713 admissões. E o pior não é apenas o aumento em 356 no número de desempregados (0,34%). Há um dado que o CAGED não computa, mas que é realidade. Boa parte destas contratações são, na verdade, recontratações. Pessoas que foram demitidas com um determinado patamar salarial (a média salarial de Macaé no período pré-crise era de R$ 8 mil) para serem recontratadas por um salário que é apenas uma fração do anterior.

Tímida retomada — Mas nem tudo são espinhos nas estatísticas oficiais. Se formos considerar apenas os seis primeiros meses do ano, há uma tendência de retomada no emprego. Dados que não chegam a ser animadores, mas que dão certa esperança para o futuro. De janeiro a junho de 2019 foram criadas 20.476 vagas de empregos contra 19.735 demissões, um saldo positivo de 741 vagas. Ainda é pouco perto das mais de 50 mil vagas de emprego que foram perdidas de 2015 para cá, porém, ninguém duvida da força de Macaé para superar mais esta crise.


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