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Os impactos das eleições nacionais para a sucessão municipal em Macaé


Ao ver um sem número de candidatos (a maioria desconhecidos) a deputado baseados em Macaé uma pergunta surge na cabeça: qual impacto que esta gente causará em nossas vidas! A resposta, embora pareça óbvia, é bem mais complexa do que se imagina. Até porque esta eleição, no plano local, é um grande ensaio para 2020 e muitos do que colocam seus nomes agora estão, na verdade, mirando dois anos no futuro. Tanto os que foram candidatos, quanto os que não foram (mas apoiam tubarões de fora) estão mirando um dos triples que movem a política: poder, dinheiro e expectativa de poder. Se algum candidato a deputado ou cabo eleitoral negar que esteja atrás de um dos três objetivos estará mentindo.

Vamos aos exemplos. Todos os vereadores, sem exceção atuarão diretamente nesta eleição. Os mais ousados, como Luiz Fernando (PTC), Marcel Silvano (PT), Val Barbeiro (PHS), Julinho do Aeroporto (MDB) e Welberth Rezende (PPS) lançaram seus nomes buscando uma progressão mais rápida, tentando subir os degraus do poder. É lógico que a maioria, senão todos, não se elegerá. Porém, as urnas, caso sejam favoráveis, mostrarão se estes políticos estão aptos ou não a barganhar mais espaço de representação, seja no Executivo (no caso dos situacionistas) quanto na oposição, na composição de uma aliança majoritária que faça frente nas eleições de prefeito.

No grupo de situacionistas temos dois nomes que se destacam: o primeiro é Julinho do Aeroporto que fará um esforço hercúleo na tentativa de mostrar que é maior do que todos pensam. Pensa ele ser esta a oportunidade de mostrar que não é mais um simples político de nicho, com atuação restrita à apenas uma área da cidade e uma classe social. Terá sucesso? Só o tempo dirá.

Outro que se destaca é Welberth Rezende (PPS) que tenta vender aos colegas a ideia de um projeto coletivo, embora seja muito difícil acreditar num projeto coletivo quando o assunto é 2020. Com o apoio da grande maioria da Câmara, o candidato do PPS tem a obrigação de fazer muitos votos e seu desafio é ainda maior do que o de Julinho que ainda terá a desculpa de que estava sozinho, caso seja fracassado. Welberth não poderá falar o mesmo.

Ainda no plano da Câmara, cada vereador tentará emplacar o seu padrinho de fora, com o objetivo claro, de garantir um apoio de peso para a reeleição ou um vôo mais alto em 2020. É assim com Maxwell Vaz, que apoiará Áureo (SD), Cesinha, que apoiará Felipe Bornier (Proes) entre outros.

Ainda temos outro grupo: os dois políticos que buscam relevância para vôos mais altos ou mesmo a volta ao cenário. Por exemplo, o ex-vereador Chico Machado (PSD) tenta uma cadeira na Alerj para, mais uma vez, viabilizar uma candidatura a prefeito em 2020. O mesmo acontece com Danilo Funke (Psol). Outros, no entanto, visam apenas ser lembrados para tentar a Câmara Municipal daqui a dois anos. Ou alguém acredita que Ricardo Salgado (PSDC), Miriam da Agricultura (SD), Lagoa da Van (Proes) ou Cláudia Roma (PV) têm realmente condições de ganhar as eleições?

Resumindo, esta eleição será a chance de ouro para os vereadores-candidatos mostrarem seu valor, para políticos de carreira mostrarem que têm relevância, mesmo sem mandato; e para desconhecidos tornarem-se candidatos viáveis a vereador (ou cabo eleitorais mais valorizados). Tudo isso depende, é claro do desempenho de cada um. Afinal, após sete de outubro, todo mundo terá o seu verdadeiro tamanho conhecido...

OBS.: Muitos nomes não foram citados no artigo acima, porque realmente é muita gente para analisar

OBS2: O nome do deputado Christino Áureo (PP) não entrou na análise, porque sua base eleitoral não é Macaé e sim todo o estado.

OBS3.: O Delegado Felício Laterça (PSL) não foi citado porque, embora também tenha base em Macaé não demonstra até o momento ter pretensões para o pleito municipal de 2020

OBS4.: Em um próximo artigo tratarei sobre os impactos das eleições de governador, senador e presidente


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© 2023 por André Luiz Cabral