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Com 500 milhões de orçamento, Saúde de Macaé deixa faltar até receituário


Já foi reatado aqui antes no blog que tem faltado de quase tudo nas unidades de Saúde de Macaé. No entanto, desde quando o advogado Gustavo Gusmão assumiu a pasta parece que o problema se agravou. Esta semana chegou ao blog a denúncia de que está faltando receituário azul nas unidades da Estratégia de Saúde da Família (ESF). O receituário é o único aceito pelas farmácias para a compra ou dispensação de medicamentos controlados (os famosos "tarja-pretas"). Algumas doenças sérias, como epilepsia, transtornos de humor e até emergências psiquiátricas só podem ser tratados por esta classe de medicamentos.

Nas redes sociais, a denúncia foi reproduzida por funcionários de carreira da secretaria de Saúde que estão indignados com a situação. "Trabalho na Esf tenho pena dos pacientes que estão sem suas respectivas medicações por falta do receituário azul. A orientação que chegou pra nós das Esf's foi pra que estes psicotrópicos que são prescritos na azul fossem feitos no receituário carbonado (branco), e que fosse justificada no verso da própria receita o motivo pelo qual não foi prescrito no receituário azul, e assim "as farmácias" aceitariam tais receitas mediante a justificativa. Porem 90% dos pacientes não estão conseguindo nem pegar na farmácia e também nem comprar as medicações. E ainda nos foi informado que o receituário azul não teria nenhuma previsão de chegar. Só Deus!", desabafou uma funcionária nas redes sociais.

De acordo com outro funcionário, que preferiu não se pronunciar temendo retaliações, muitos médicos, diante da falta de receituário da prefeitura, tem prescrito medicações com o receituário de seus consultórios particulares, para não deixar os pacientes sem a medicação. No entanto, como só dispensam medicações prescritas em receituários do SUS, as farmácias municipais não tem atendido a estas receitas, obrigando aos pacientes a comprarem a medicação. Ou seja, quem tem grana compra, quem não tem, reza para não morrer.

A pergunta que fica é a seguinte: com meio bilhão de orçamento, não estaria sobrando dinheiro nem para mandar confeccionar simples receituários?


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© 2023 por André Luiz Cabral