Desistência de Carlos Augusto dará estabilidade à eleição em Rio das Ostras


Em tom sereno e voz embargada, o prefeito afastado de Rio das Ostras, Carlos Augusto anunciou sua desistência em concorrer nas eleições suplementares, que acontecem no próximo dia 24. O motivo de sua desistência, de acordo com o político é a judicialização exacerbada do pleito que levou a Justiça Eleitoral da cidade mais uma vez negar seu registro de candidatura pelo mesmo motivo que causou a anulação do pleito de 2016: um culto evangélico do qual Carlos Augusto participou em 2008. Na ocasião era aniversário de sua esposa e o pastor da congregação resolveu servir um bolo e refrigerante aos participantes da cerimônia. Só por este fato, os adversários entraram na justiça e conseguiram a condenação do então prefeito por abuso de poder econômico. Dez anos depois, o mesmo culto continuou causando problemas a Balthazar que resolveu retirar seu nome da disputa, mesmo com ampla chance de reverter a decisão do juizo de Rio das Ostras no TRE.

"Claro que vou recorrer e tenho certeza que a Justiça vai reverter esta decisão. E também tenho certeza que iria ganhar as eleições. Porém, meus adversários não desistem de tentar ganhar a eleição usando a prática da judicialização desrespeitando a vontade das urnas. Sendo assim, resolvi tirar meu nome da disputa para evitar que a cidade seja prejudicada com mais uma batalha judicial", disse Carlos Augusto evocando o princípio da estabilidade como motivo principal da decisão. "Estou colando a cidade acima de qualquer projeto político", completou.

Com a saída de Carlos Augusto, a expectativa é que não haja mais batalhas judiciais nem tentativas de se ganhar o pleito no "tapetão". Isso se a chapa perdedora, seja qual for, respeitar a vontade das urnas que escolherá entre os candidatos que restaram. Nesta guerra insana de bastidores, quem perdeu foi a população. Com certeza aquele bolo servido em 2008 ficará para sempre engasgado na garganta do judiciário riostrense que, desde então, tem decidido na contramão da democracia.


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© 2023 por André Luiz Cabral