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Intervenção federal no Rio é uma pá de cal no grupo de Picciani


Desde o governo de Garotinho, uma figura se tornou a iminência parda da política do Rio. Com tanto poder quanto cabeças de gado, Jorge Picciani estendeu seus tentáculos sobre a Alerj, o Executivo e um sem número de prefeituras fluminenses (incluindo a de Macaé). Porém, antes dele, o partido era de outro, do ex-governador Wellington Moreira Franco que, após a ascensão de Picciani, acabou de afastando dos negócios no Rio, mas jamais do protagonismo. Ocupou importantes cargos nos governos de Dilma e Lula, mas nunca antes teve tanta influência quanto agora. Com Temer no poder, Moreira se tornou mais do que o ministro da Secretaria Geral da Presidência, passou a ser um dos principais interlocutores políticos do Planalto. E, coincidência ou não, este empoderamento de Moreira acontece justamente quando Picciani enfrenta um inferno astral, junto com Cabral e companhia. Muito conveniente...

Fontes do planalto afirmam que foi Moreira Franco um dos maiores entusiastas da intervenção federal no Rio, um atestado público de incompetência dado ao moribundo governo de Pezão, o último sobrevivente do grupo de Cabral e Picciani. Porém, ao perder o controle da segurança pública e, consequentemente, moral política, o grupo do PMDB em breve deve mudar de mãos. Da penitenciária, Cabral e Picciani tentam emplacar os filhos, Marco Antônio e Leonardo na liderança partidária. Podem até conseguir elegerem os filhos na Executiva, porém o poder de decisão do partido sobre o estado já está, de fato em outras mãos. E Moreira, tal como Picciani sabe atuar como "poderoso chefão".

O plano do grupo, de todo o grupo, é eleger Eduardo Paes como governador. Porém, para sobreviver nesta arena, a informação que rola no Rio é que o ex-prefeito carioca já não ouve mais as palavras de comando de Benfica. Para sobreviver à eleição e, sobretudo à Lavajato, Paes terá que fazer parte do "grande acordo nacional". O mesmo que salvou Temer, Aécio e que jogou Dilma, Cabral e Picciani aos leões...

REPERCUSSÕES — A pergunta que se faz é a seguinte. E os afilhados políticos de Picciani no interior? Sem a proteção do capo, quem tiver rabo preso, deve estar com dificuldades nacional. Afinal, uma coisa é salvar Eduardo Paes, outra é intervir por qualquer outro afilhado de Picciani que se encontra em apuros. Daqui para frente, com Moreira no poder, é cada um por si e o Diabo contra todos...

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© 2023 por André Luiz Cabral