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Anarquinópolis capítulo 12: Porco Já!


Apesar do país estar vivendo uma verdadeira TEMERidade com a saída da rainha Feia Dilmais, e com a entrada de Conde Drácula; em Anarquinópolis as coisas estavam calmas. Após estabelecer seu novo palácio no "Centro de Poluições", Dr. Bonitinho escapou da plebe que fazia peregrinações nos seus outros seis gabinetes e/ou consultórios em busca de tudo. Além disso, neste novo castelo ele não corria o risco de ter suas assistentes cortejadas pelos garanhões dos sub-gabinetes. — Vamos ver por quanto tempo vai durar este disfarce, disse Dr. Bonitinho que, finalmente, pôde ter paz para fazer o que fazia de melhor: videozinhos para as redes sociais.

Enquanto Dr. Bonitinho seduzia as multidões com seu iphone, no Parlamente as coisas estavam pegando fogo e, toda a confusão, havia sido criado por seus próprios assistentes. Acontece, que seus asseclas haviam enviado uma lei toda errada para o Parlamento, para atender aos patrocinadores do projeto "Porco Já". O Parlamento aprovou, no entanto, ao perceber a besteira que havia feito, Dr. Bonitinho resolveu não sancionar a lei, brincando de ping-pong com o presidente do Parlamento, Dr. Malfadado. A partida de ping-pong foi emocionante e durou seis meses até que finalmente os doutores chegaram a um acordo. Desfazer o feito que haviam feito para que não ficasse feio.

A lei do Porco voltou para o Parlamento, que anulou o que havia feito, desanulando a nulidade dos asseclas de Dr. Bonitnho que haviam feito tudo errado. Naturalmente, os parlamentares que já estavam comemorando o Porco, sonhando em ganhar um pernil, uma orelha ou talvez até um pedaço de torresmo do animal, ficaram revoltados.

Maquiavel Taz, que no Parlamento, era o grande defensor do Porco Já, ficou revoltado. Afinal, o fazendeiro, dono do Porco, era um grande parceiro. Irritado, partiu com o pé no pescoço de Dr. Malfadado, líder do Parlamento.

— Isso é uma aberração. Era um porco tão bonitinho. Todo mundo ia ganhar um pedacinho. E isso iria matar a fome de todos nós, senhor presidente. Agora, com isso, vocês ameaçam o Porco. O que vou falar com meus filhos, que não terão mais chouriço no jantar?", gritou Maquiavel, segurando a sua maior amiga: uma pedra de 18 polegadas a quem carinhosamente chamava de Fabi. — Esta Pedra vai ficar aqui, como símbolo de nossa vergonha.

Sem entender absolutamente nada do que estava acontecendo, os parlamentares "novos" como "Beto Consignado", "Ralan Do Sul", "Halls Coiffer", "Dr. Miniou", E "DownVel", tentaram tomar parte da discussão mas não deu.

— Não quero saber deste negócio de Porco. Só sei que não indiquei ninguém para cargo público, quem indicou foi o parlamentar "Belbert Fofão", acusou Beto.

Já exausto com toda a treta e confuso com a fala distópica de Beto, em nome de Deus, Dr. Malfadado, em nome de Deus, deu por encerrada aquela treta.

No dia posterior, porém, Dr. Bonitinho apresentou um novo videozinho, com setenta milhões de visualizações, convidando a todos para um debate sobre o Porco.

— Este Porco tem me saído Salgado. Mas, quero aqui dizer que ele não pertence mais a fazendeiro nenhum, muito menos a Maquiavel. O Porco agora é meu", disse Dr. Bonitinho piscando seu tradicional olho esquerdo azul (o outro é verde, vocês que não repararam).

Epílogo: Mas afinal, o Porco vai sair? Sim, irá! Só não sabe a hora que volta...

Atenção: Anarquinópólis é uma novela, portanto, uma peça de ficção. Qualquer semelhança com fatos ou personagens da "Vida Real" não passará de mera coincidência.


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© 2023 por André Luiz Cabral